Terça-feira, Julho 07, 2009

Hoje foi verde musgo

Os sonhos permaneceram mesmo depois de acordar, as vestes entraram devagar, quase atemporais, se eu pudesse correr as vestimentas ficariam, mas a vontade era refém e parceira dessa tarde discreta, muitos poucos ou poucos de muitos concordariam em relevar a complexidade da singela beleza do musgo crescendo no muro tão a meu rosto, outros muitos se perderam olhando corpos alheios, contemplação era palavra de baixo calão, as vestimentas flutuavam, seda pura ou elevação física, é engraçado se perder nas palavras e brincar com a paciência alheia, os pés seguiram-se até o portão atrás de companhia levando o corpo inerte, a pressa é inimiga da contemplação, parei e pensei em gritar para ouvir a reverberação, mas o caminho findo dado a mente se foca e desfoca o querer.
- Oi, suave na nave? Ou legal no pantanal.
- Opa, beleza grande, vamos pegar o I04.
Parceria ou mera união, uma se funde e na outra encontra-se a sacralização, Vão tico e teco, Max e Ajota, O Gordo baixo e o gordo alto, elo na cabeça rua abaixo, buscando condução e conduto na conversação.
- A Leda vai?
- Vai, mas você sabe como é né, a Leda vai chegar às 9 horas.
-Certeza e ainda vai dizer que foi mal, mas aconteceu alguma.
O ponto é tipo abrigo, de espera, alegoria da vida, sempre para chegar a algum lugar e depois voltar quando se cansar, e os dois cansados iriam para o local se felicitar, T17 ou T15.
- A Nari e Leda vão estar lá.
- Nossa da hora to com saudade da Nari. É para fazer o que?
- Ah sei la, tomar uma cerveja e ir no duque.
O dinheiro curto e um cartão abstrato, isso pode dar um estrago, 500 reais ou acumulação irreal, um zero a mais e elevação, pura imaginação, comum a mim e todo sonhador. O onibus desliza querendo chegar a garagem desligar o motor e dormir, essa era a imaginação da vez, talvez o teco achasse de imbecilidade tamanha, introspecção em dupla é tipo uma suruba, incompleto e constrangedor.
Chegando a falas foram rápidas por caminhos complexos e intricados, só não agüento mais Michael, morreu e como tudo findo dado, dado seu descanso não só material, mas também espiritual e abstrativo. Chegamos.
- Fala broto, e ae beleza Grande, e nari de jesuzinho. Beleza.
- OPA.
- E esse taco ai?
- RIRAP!
A verdade é sempre momentânea e a felicidade sempre verdade é. A bola e ação, destrutiva, irreal, liberto como alces no Empire States, engraçado como é o parecer vão depois de toda atitude de libertação, mas queima como alguma ponta no peito e leva para bem mais longe. É momento de dizer amor sem rancor ou resguardar, é para todos e alheios, foi bom, quente, frio molhado, esfumaçado, rápido e eterno, não se deve dizer muito, a magia encontra-se na própria ignorância de ignorar os preceitos e no vivo peito viver.
- Putz, duque de novo, segunda-feira.
- Mimimi, eu sou o boy e reclamo de tudo.
Fazer o que, fazer é próprio de existir, chatice crônica de velhice prematura, e percepção aguçada em narizes, ouvidos e estereótipos alternativos. Engraçado é sempre que se para pensar. Hoje eu ri, mesmo devagar, sem explosões ridículas, mas queimando lento como brasa. Devagar o foi, e devagar passou, para eternizar queimo os últimos momentos só para no futuro relembrar.
{incompleto}
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